NOTA SOBRE O MAIS MÉDICOS

NOTA SOBRE O MAIS MÉDICOS

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O Sindicato dos Médicos no Estado do Tocantins (SIMED-TO) defende a substituição dos médicos cubanos, retirados de forma unilateral pelo governo de Cuba do programa Mais Médicos, por profissionais que cumpram os requisitos legais para o exercício da medicina no País.

Para os médicos estrangeiros, o SIMED-TO defende que o profissional seja submetido ao Revalida, para revalidação de sua formação,e o consequente registro nos Conselhos Regionais de Medicina (CRMs).

O SIMED-TO também lembra que o país tem médicos formados em faculdades brasileiras em quantidade suficiente para o atendimento da demanda dos municípios, mas é preciso que as autoridades responsáveis pela contratação desses profissionais ofereçam total infraestrutura de trabalho, além de apoio de equipes multidisciplinares, como preconizado pelas normativas nacionais, pleno acesso a exames e uma efetiva rede de referência, com capacidade de encaminhar os casos mais graves.

Nesse sentido, o SIMED-TO entende que o Mais Médicos, criado de forma emergencial, deve passar por profunda revisão pela nova administração do país. A medida evitará que qualquer programa para o SUS tenha uso político seja por outras nações participantes ou pelos agentes políticos regionais e municipais, que desprezam a obrigação de dotar a rede municipal de condições adequadas de trabalho. Da forma atual, o médico do programa Mais Médicos, dado seu vínculo precário, opta por não cobrar melhor infraestrutura e outras obrigações do gestor, submetendo-se a toda sorte.

O SIMED-TO defende ainda que da reflexão sobre a assistência à População, possa resultar na criação de uma carreira de Estado para o médico, como forma de fixação dos médicos brasileiros em áreas distantes e de difícil provimento.

Sindicato dos Médicos no Estado do Tocantins

Janice Painkow
Presidente

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Comentário (1)

  • Liliane Lopes Rocha Vieira Responder

    Apoio a postura de substituição dos médicos de imediato por médicos brasileiros. Porém deve ser estruturado uma carreira de estado e incentivos p os médicos se fixarem no interior! Como também o CFM estabelecer um calendário de revalida para os médicos brasileiros que estudam fora do Brasil , e apoiar os nossos brasileiros! Como também rever os salários dos médicos da atenção básica que são os heróis da ponta e muitas vezes são efetivos nas prefeituras e ganham menos que os mais médicos! Deve ser equiparados ! Em salário e em carga horária !

    23/11/2018 at 08:46

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