O Sindicato dos Médicos do Estado do Tocantins (SIMED-TO) lança a campanha estadual “Não Faz Parte da Medicina. Respeito Também É Ética.”, que tem como uma de suas principais ações a realização de uma pesquisa sobre assédio moral, assédio sexual, violência, discriminação e desigualdade de gênero no exercício da medicina no Tocantins.
A iniciativa pretende ouvir médicas que exercem ou já exerceram a profissão no estado, reunindo informações que permitam compreender melhor suas experiências no ambiente de trabalho, identificar dificuldades enfrentadas ao longo da carreira e subsidiar ações institucionais voltadas à prevenção e ao enfrentamento de práticas abusivas.
A pesquisa é coordenada pela Dra. Adalgele Rodrigues Blois, vice-presidente do SIMED-TO, e integra uma proposta de atuação que articula informação, escuta, acolhimento e produção de conhecimento. O trabalho também considera questões relacionadas à desigualdade profissional e salarial, às oportunidades de liderança, aos impactos da maternidade e às barreiras encontradas pelas médicas na busca por apoio.
Da iniciativa nacional ao diagnóstico estadual
A proposta tem como referência a pesquisa realizada pela Associação Médica Brasileira (AMB) e pela Associação Paulista de Medicina (APM), em 2023, sobre violência contra a mulher médica. A partir desse antecedente, o SIMED-TO desenvolve um recorte estadual para conhecer as experiências das profissionais que atuam ou atuaram no Tocantins, considerando a realidade local.
A iniciativa também dialoga com os debates do 1° Congresso da Mulher Médica da Federação Médica Brasileira (FMB), realizado em Maceió, em março de 2026, e com a Carta de Maceió, que apontou a necessidade de fortalecer o enfrentamento ao assédio e à discriminação, ampliar os canais seguros de acolhimento e produzir dados capazes de orientar ações institucionais.
A participação das médicas é fundamental
O SIMED-TO convida as médicas que atendam aos critérios de participação a responderem ao questionário da pesquisa. A participação é voluntária, e as respostas deverão subsidiar uma análise coletiva da realidade profissional das médicas no estado.
O instrumento foi concebido para evitar a coleta desnecessária de informações identificadoras. As participantes devem observar as orientações do formulário e não inserir nomes, números de registro profissional, dados de pacientes ou outras informações que possam identificar pessoas ou instituições.
A pesquisa não constitui canal de denúncia e não substitui os mecanismos formais de apuração e encaminhamento de ocorrências. Seu propósito é produzir conhecimento, identificar desafios e contribuir para o desenvolvimento de medidas de prevenção, orientação e enfrentamento.
Acesse o questionário e participe:
https://www.surveymonkey.com/r/MGTD9BH
Resultados serão apresentados em Palmas, em março de 2027
Os resultados consolidados da pesquisa estão previstos para apresentação durante o 2° Congresso da Mulher Médica, em março de 2027, em Palmas – TO. A expectativa é que as informações obtidas contribuam para ampliar o debate sobre as condições de trabalho das médicas e orientar propostas de ação e compromissos institucionais.




